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Greve de professores no RS preocupa alunos que farão Enem sem previsão de conclusão do ensino básico

A greve dos professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul preocupa os alunos que vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No estado, quase 300 mil gaúchos estão inscritos no exame, que começa no próximo domingo (5), com a esperança de conquistar uma vaga na universidade. Mas alguns, além da preocupação de fazer uma boa prova, ainda não sabem quando vão terminar o ensino médio.

Há dois meses sem aulas em função da greve dos professores estaduais, Jenifer de Morais, de Santa Maria, criou uma rotina de estudos para não esquecer o que aprendeu. "Daí ano que vem, meu último ano, eu pretendo correr atrás do que quero, depois do Ensino Médio. Atrasando tudo vai atrasar meu futuro também", relata.

Por coincidência, no primeiro dia da prova, a greve dos professores estaduais completa dois meses. Para que os alunos dos últimos anos dos ensinos Fundamental e Médio não sejam prejudicados, a Secretaria da Educação permitiu a transferência de escola. Mais de 1 mil alunos mudaram de colégios em greve para os que têm aula.

Nas escolas onde houve greve, mas as atividades já voltaram ao normal, foi feito um calendário de recuperação, que vai até 14 de janeiro. Nos colégios onde a paralisação continua, ainda não se tem certeza, mas a Secretaria de Educação diz que, se as aulas voltarem logo, será possível recuperar todo o conteúdo até o fim de janeiro.

O prazo é importante porque o estudante precisa do certificado de conclusão do Ensino Médio para fazer a matrícula na faculdade. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por exemplo, precisa da documentação de todos os aprovados antes de 20 de fevereiro. Essa é a preocupação de Vitória Fagundes, que está no terceiro ano do Ensino Médio, e alguns de seus professores estão em greve.

"Pode dar problema caso eu passe na universidade com certificado do Ensino Médio no envio pra universidade. Mas acredito que mantenha tudo em ordem, o que dá medo é a questão da documentação para entregar na universidade", explica.

Vitória diz que entende e fica chateada com as condições dos professores. Mas acredita que não pode ser prejudicada. "Ficaria constrangida de passar e não entregar a documentação", lamenta.

Nas instituições particulares, o prazo é ainda mais apertado. O presidente do Sinepe, Bruno Eizerik, reforça que os alunos ficarão impossibilitados de se matricularem, caso não apresentem a conclusão da educação básica, mesmo que haja previsão. "Acho que deve prevalecer o bom senso, alunos não podem ser prejudicados nessa questão", opina.

NOTICIA RETIRADA DO SITE "G1"

Publicado em: 03/11/2017

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